Vender sua empresa, ou trazer o investidor certo para acelerar o crescimento, pode ser o movimento mais relevante da sua jornada empreendedora. Mas para transformar essa decisão em um bom deal, a escolha da assessoria de M&A faz toda a diferença.
Não é sobre quem tem o melhor discurso ou o currículo mais bonito. Em um processo com tantas variáveis (valuation, due diligence, negociação, estrutura societária), o que você precisa é de um parceiro estratégico, com experiência prática e visão de longo prazo, alguém que realmente entenda o universo das empresas de tecnologia.
Aqui vão os principais critérios para tomar essa decisão com mais clareza:
1. Escolha quem entende do mundo de empresas de tecnologia
O processo de M&A para empresas de tecnologia tem características muito específicas:
- Estruturas societárias com múltiplos sócios e investidores
- Processos ainda em construção (financeiros, jurídicos, operacionais)
- Produtos em evolução e modelos de negócio baseados em escala futura
É outro jogo. E nem toda assessoria tradicional está preparada para isso.
Priorize quem já lidou com empresas em construção, conhece a lógica do venture capital e sabe operar em ambientes de incerteza controlada, múltiplos stakeholders e crescimento acelerado.
2. Olhe o histórico, mas com lupa
Experiência prática conta muito mais que teoria.
Avalie em que setores a assessoria costuma atuar (SaaS, healthtech, fintech...), quais tipos de operação conduziu (venda, captação, fusão) e, principalmente, se já navegou em deals parecidos com o seu.
Procure casos públicos ou empreendedores que já passaram por esse processo com o time. Isso ajuda a entender o estilo de atuação e a separar quem entrega de quem só vende promessa.
3. Entenda o papel que a assessoria desempenha (de verdade)
A função da assessoria vai muito além de conectar com investidores ou compradores.
Uma boa assessoria se compromete em:
- Alinhar os interesses de todos os acionistas
- Preparar a empresa e estruturar os materiais de acordo com os potenciais compradores
- Identificar os riscos e ajudar a mitigá-los
- Desenvolver uma tese e posicionar a estratégia do negócio da forma certa
- Construir uma negociação que protege seu valor nos contratos
- Acompanhar até o pós-deal, especialmente se houver earn-out ou cláusulas de performance
Se a proposta da assessoria é superficial ou só foca em "abrir portas", ligue o sinal de alerta.
4. Avalie o fit, técnico e pessoal
O processo de M&A não é uma sprint. Pode durar meses (ou mais de um ano). Você vai precisar confiar, dividir decisões difíceis e estar aberto a ajustes de rota.
Por isso, além da técnica, avalie o estilo de trabalho, o alinhamento de visão e o nível de empatia do time. Pergunte-se:
- Eles realmente escutam o que estou buscando?
- Estão preocupados com o meu resultado ou só com o deal fechado?
- Têm coragem de levantar as conversas difíceis?
O processo de M&A exige parceria. E você precisa de alguém que caminhe junto até o fim, com transparência e compromisso com o que é melhor para você.
5. Entenda como o modelo de remuneração funciona
A forma como a assessoria é remunerada diz muito sobre o alinhamento de interesses.
A maioria trabalha com um success fee sobre o valor total da transação e uma remuneração fixa mensal (retainer). Além disso, é importante entender:
- O que está incluso no escopo e como ele será entregue
- Quem vai participar do processo: sócio, analista ou estagiário
- Quais entregas realmente fazem diferença no processo
Evite surpresas. Escolha um parceiro que jogue no mesmo lado da mesa que você.
Conclusão
Escolher a assessoria certa é uma decisão estratégica. É ela que vai te representar, maximizar seu valor e ajudar a escrever o próximo capítulo da sua jornada.
Na Questum, é isso que a gente faz: trabalha junto com quem constrói, valoriza e transforma empresas. Se você está avaliando uma movimentação estratégica, vamos conversar.
Saiba mais sobre o papel da assessoria de M&A para empresas de tecnologia.
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